26.8.09

Um email

O que faz receber um email... mesmo que seja em resposta a um email!
Quando se esperança, a esperança é tudo o que se tem!
Uma visão, um conforto, e tudo se esvanece... o calor sobe, o ardor come e a ilusão renasce!
Sabe a fel mas sabe bem... enfim, o que sabe mal faz-nos bem...

21.8.09

Lembrei-me de ti!

A vida é tão engraçada que até apetece chorar!

Durante uns tempos, a minha vida estava num impasse. Existia algo mas definitivamente não me completava. Egoisticamente, mantive-me nesse impasse.

Então, decidi “construir” o meu blog com o intuito de me recordar de coisas boas que tinha tido e que já tinha perdido, por uma razão ou outra.

Depois encontrei alguém ao mesmo tempo maravilhosa e misteriosa. Mais a conhecia mais me enamorava. Mais a conhecia mais me apaixonava. Mais a conhecia mais me encontrava.

Aconteceu… durou… e acabou.

Sofri… sofro… sofrerei… e durante esse tempo antes e até agora depois, nunca mais consegui escrever com peito neste espaço.

Hoje recordo-a, e venho aqui soltar um pouco de mim… uma pequena purga… a ver se consigo encontrar-me novamente.

Desde então, e embora continue a apreciar as mulheres como dantes, a pura visão delas não me ilumina o espírito como antes fazia.

O mais engraçado é que a beleza dela comparada fisicamente com as outras que até hoje vejo até pode ser ofuscada, mas o meu coração nunca mais deixou os olhos olharem!

Já procurei, como alguém imortalizou numa canção, noutras mulheres o aconchego da alma, mas amar assim, sentir assim, ainda não consegui.

Dizia que era um anjo (como eu lhe chamava) mas negro… e esse anjo foi-se e levou o meu coração com ele… porque o levou? Será que pretende voltar? Se sim, porque não volta? Ela prende-me no seu espírito… não me quer soltar… porque como várias vezes disse… eu agarro também… tenho algo que a agarrou… inexplicável… mas assim, e caso me mantenha ainda prisioneiro dentro de si… nem me liberta a mim nem se liberta a si…

Apetece-me telefonar… mas e se já sou memória distante?

Apetece-me falar… mas e se não me falará?

Apetece-me aparecer… mas e se me afasta?

Bolas! A vida é tão engraçada que até apetece chorar!

7.4.09

Os blogs encerrados por convite

Abordo esta temática porque gostava de poder continuar a visitar alguns blogs que me cativavam, por muitas e diversas razões.

Há blogs que compreendo que os seus escritores queiram manter restritos, mas por vezes esquecem-se que se não derem permissão a alguns outros blogueiros, estes ficam excluidos sem razão aparente.

Acredito que algumas vezes seja por esquecimento, tanto mais que já me aconteceu com outros e realmente eu não estava excluido.

Por outro lado, estando ainda na listagem de referência desses blogs que visitava, não vejo razão para estar excluído.

Por fim, não tendo sido nunca ofensivo nos comentários quando o fazia/faço, também não haverá razão para estar "banido" das minhas leituras.

Peço então a quem fechou o seu blog a só convidados, que dê uma vista de olhos às permissões e desbloqueiem um vosso leitor... EU!

1.3.09

A meio do luto

Neste momento sinto necessidade de exercitar a memória e relembrar, sofrendo, o que tive, permitindo que se esvazie a dor...

Uma vez fizemos amor... uma vez, um dia, uma noite... após tantas noites de interlúdio amoroso...

Ela sabia quem eu era, eu pensei saber quem ela era... Ela sabia como estava na relação, eu pensei saber depois daquela noite... mas não sabia...

Após tantas negativas, telefonou-me e disse que não me fecharia a porta... que me deixaria entrar...

Levantei-me e fui.

Pelo caminho sonhava... pensava... arquitectava... havia condicionantes que tinha que respeitar para a sua segurança. Nada de mal, já que estava a caminho de ser livre (proforme), mas mesmo assim, era necessário manter algum quid pro quo!

Cheguei... estacionei longe... a noite estava fresca... mas o calor que me invadia até me tirava o ar dos pulmões enquanto acorria apressadamente a sua casa.

Entrei... esperava-me... falámos enquanto ultimava umas coisas para o dia seguinte... fui abraçando-a aqui e ali... beijando aqui e ali... tocando aqui e ali... dois adolescentes...

Passámos à sala... Enledámo-nos mutuamente... fomo-nos despindo... ela é tão linda!...

Que lindas curvas que vislumbrei por detrás da bacidão da minha retina...

Que lindo peito, perfeito, do tamanho da minha mão... encaixava como uma luva... exactamente aquilo que já tantas e tantas vezes tinha sentido na penumbra dos nossos encontros... Lindos de morrer! Firmes, duros... um deleite... até hoje ainda não tinha encontrado outros iguais... deveras!

Fizemos amor... livre... ela em cima de mim... eu por baixo em perfeito extase...

De inicio, encostava-o sem meter... saia... repudiava-me... empurrava-me... as suas mãos contra o meu peito mais nos unia... aquela pressão contra mim ligava-nos tanto... sentia isso nela também...

Ela afastava-me porque gostava de me sentir... eu sou firme... duro... por debaixo desta capa que poucas conhecem...

Então, entrei... penetrei... estava completamente livre... eu era dela... tanto assim, que num acto de confiança puro... entreguei-me completamente... como se já fôssemos um casal...

Tanta vez me afastou e se deixou penetrar que... a dado momento, não deu mais... vim-me nela... bem fundo... enquanto me criticava sem tirar "vieste-te?... Vieste-te?..."

Mas não tirava...

"Porquê?" - perguntava - "Porquê?"

Mas mesmo assim não tirava... também ela queria que eu tivesse sido total para ela... não mo disse... senti...

Lavou-se e voltou...

Após algum tempo em que conversámos... sobre o sucedido... mais perguntas... mais respostas... e fizémos novamente amor... foi lindo!

Uma vez mais, agora mais demoradamente... vim-me... e veio-se... o prazer foi mútuo... uma entrega bilateral...

Ficámos assim lado a lado... no chão... falando... bebendo os olhos um do outro... embriagados de sono e de cansaço...

Depois... no dia seguinte... bom, no dia seguinte... quando me apaixono... apixono-me... sem reservas... e a paixão já vinha de antes... não era fruto do acto da noite anterior... era amor espiritual!

Ainda hoje sinto que ela, apesar das suas paranóias, é o meu amor espiritual... aquela que mais se assemelha a mim em tudo... e quando refiro tudo, é mesmo tudo... psicologicamente, etereamente, fisicamente, espiritualmente, desejosamente...

Sabem qual é o problema? É que eu SEI que sou o mesmo para o lado dela!

Mas como qualquer apaixonado, e como ninguém é perfeito, nem sempre a razão nos acompanha, e pode-se dizer algo que mais não é que uma necessidade de reforço do laço emocional através da "agressão" e do criar de crispação... Não aceitou!

Ela tinha condicionantes... eu tinha as minhas... disse-lhe como seria se decidisse...

Para mim acobardou-se, já que estava fresco o seu passado, e aproveitou a situação para cair fora daquilo que em última análise lhe daria mais prazer e ia de encontro ao que precisava!

Até hoje não estive mais com ela, e só a vi de relance quando cruzámos de carro uma vez!...

Falávamos ao telefone... mas eu não podia manter esta situação de prolongar um laço e um elo que me causa tanta dor... e cortei porque como posso falar intimamente com alguém que me diz tanto e que não dá nada de volta?

Porque, mesmo depois de lhe dizer que não dava para continuarmos a falar, não lutou por mim, já que não se fala com alguém horas ao telefone que nãos e quer ver?

Pois, meus amigos, é esta a história do meu afastamento...

Dói-me a alma a cada letra que escrevo! A cada palavra apetece-me ligar-lhe... mas isso é dar a possibilidade de ela dizer não... e isso não vou fazer...

Tanta mulher com que me cruzo, tanta mulher que sinto que seduzo... e os meus pensamentos sempre presos nela!...

Dói muito...

26.10.08

As mulheres... perfeita desilusão!

Tanta parra e tão pouca uva!
Muitas ainda são mais vista que fogo, muita ameaça e pouca acção!
Queixam-se tanto que os homens não assumem compromissos, e quando o fazem, fogem a sete pés!
Vejam lá bem, tanto se acusa os homens de não estarem à altura daquilo que falam, mas quando lhes bate à porta o que tanto desejam, ficam arredias!
Depois admiram-se que continuemos a ser o que sempre fomos, porque não valem a pena!

22.8.08

O primeiro encontro

Ultimamente ando envolto em saudade... saudade tamanha que tudo me lembra de ti!
Acordo e o primeiro pensamento é para ti!
Sabes como te quero? Consegues adivinhar? Eu digo-te...
Quero dar-te a mão quando estivermos finalmente "juntos"; conduzir-te e deixar-me conduzir ao ninho dos nossos sonhos; entrar, fechar a porta e perdermo-nos num longo e delicioso beijo; percorrer logo as tuas curvas ao de leve, formando uma imagem mental indelével; depois, sentarmo-nos no chão na sala já escurecida pelo final da tarde e encaixarmo-nos um no outro, tu em cima de mim; lentamente, e enquanto te beijo, ir levantando a tua camisola que tu facilitas elevando os braços; fazes-me o mesmo; sentimos a ânsia por sob a roupa, mas manetemos o ritmo calmo, deixando crescer as emoções; abro-te as calças... abres as minhas... queres... quero... mais um beijo; ficamos em roupa interior; a tua lingerie vermelha sangue sedosa reflecte os poucos raios de luz que penetram a sala; olho... és linda!
Levantas-te, dás-me a ver-te, saboreio cada centímetro de ti...
Danças lentamente convidando-me... vou... levanto-me... amarro-me em ti... dançamos... não há música... só sussurros...
Abres o soutien... ele cai... deixa-lo cair... sorrio... são lindas!
Bamboleias as ancas fazendo com que a cuequinha deslize lentamente para o chão.
Baixaste e tiras-me as minhas ao mesmo tempo que deixas roçar a tua cara nele.
É bom!
Beija-lo, acarcia-lo, envolve-lo, tudo devagar, o que me deixa louco.
Ajoelhas-te... sentas-te... sigo... beijo-a... é boa... fico perdido no meio das tuas pernas... demoro-me lentamente... gemes em surdina... agarras-me a cabeça... empurras...
Olhas para mim. Ficas como uma felina que és, dando-me e eu vou por trás.
Enquanto te observo, apetece-me pedir-te para te penetrar o rabo... Não peço, fico pela imaginação.
Encosto-me a ti e coloco-o pertinho dela, tocando-lhe ao de leve. Deslizas ligeiramente para trás de modo a fazer pressão, mas sem o deixar penetrar. Faço o mesmo.
Ficamos assim por momentos que parecem eternos, à medida que uma e outra vez repetimos os movimentos. Vai-se tornando fácil, cada vez mais fácil, e ele cada vez vai penetrando, milímetro atrás de milímetro em cada nova investida, até que, finalmente desliza totalmente para dentro de ti, juntamente com um gemido mútuo de prazer contido.
A chama há muito se encontra acesa, por isso ambos aceleramos rapidamente de encontro ao que senimos no momento, paixão pura e prazer selvagem!
No final atingimos o climax em simultâneo, entre risos e gemidos.
Deixamo-nos ficar deitados, lado a lado, enquanto a noite nos envolve neste final de tarde.

19.8.08

Orgasmo ao sol

O dia estava quente! Um pouco de vento, mas nada que esfriasse os desejos.
Fui para uma praia afastada dos olhares dos comuns mortais e escolhi bem o espaço onde me espraiar.
Tirei a roupa e deitei-me.
Comecei a meter creme no corpo. Quando comecei a meter creme no abdómen, pareceu-me sentir as tuas mãos. Excitei-me. Fechei os olhos, vi-te. Com a outra mão apertei o peito... contraí-me contra a "tua mão".
Olhei em volta... estava só... aproveitei.
Tirei os calções e fiquei nu. O sol acariciava-me a pele, e eu, abrigado por detrás de uma rocha e junto a uma falésia, deixei o seu calor beijar-me.
Deitei-me e fechei os olhos. Estavas ali, e eu estava excitado, muito excitado. Sentia-o duro, as nádegas contraíam-se fortemente.
Agarrei-o como costumas agarrá-lo, e descobri-lhe a cabecinha rosa. Soube-me bem... senti os teus lábios e a tua lingua a percorre-lo, e aquela sensação de retraimento ao primeiro contacto.... Hummm, saboroso!
De seguida empurrei-me para entrar dentro da tua boca.
Com estes pensamentos, masturbei-me loucamente. Estava em delírio. A minha mão percorria o meu tronco apertando como tu apertas. Disse-te palavras em voz alta... ouvi-me... ouvi-te dizer para me vir na tua boca, no teu peito... não resisti... és demais... e então vim-me, e uma acalmia acompanhou-me enquanto os ultimos espasmos calmamente abrandavam.
Parei. Deixei-me estar um bocado assim, de olhos fechados, a saborear o momento, e a perceber que não estavas ali. Mas sorri... soube-me bem!
Apoei-me nos cotovelos, olhei para ele meio murcho, a barriga com esperma e... espreitando por cima da rocha que me servia de abrigo, não muito longe, um casal apanhava sol. Não acho que me tivessem visto, mas será que me ouviram?